Paulo Bento disse no final da vitória sobre o Penafiel, em jogo da Carlsberg Cup, em declarações à Sporttv, que nota algum cansaço dos adeptos em relação a ele e que ele próprio está a ficar cansado dos adeptos. O treinador reagiu assim aos assobios das bancadas:
Paulo Bento, treinador do Sporting: «Estamos satisfeitos com o objectivo que alcançámos. Temos a noção que não fizemos um grande jogo, fizemos um jogo suficiente para ganhar. Pouco a pouco vamos conseguindo alcançar alguns objectivos que tínhamos delineado no início da época, com muitas dificuldades e agora mais do que nunca lembro-me de quando disse em Kiev que muitas vezes iríamos ganhar com sofrimento. Como vi os assobios dos adeptos à entrada do Farnerud? Sinto que está a haver algum cansaço em relação ao treinador. O tempo normal para estar num clube está a exceder-se e há algum cansaço que passa do exterior e que se manifesta também no interior. Estou a ficar algo cansado, algo desagradado com algumas coisas e não gosto de ver um jogador meu com o profissionalismo do Farnerud ser assobiado. Não me parece minimamente justo».
"Quim deixou o Estádio D. Afonso Henriques furioso. O guarda-redes do Benfica queixou-se que teve a integridade física em risco devido ao constante arremesso de objectos por parte dos adeptos vimaranenses e chegou no final do jogo a manter uma acalorada troca de palavras com um responsável do V. Guimarães por causa disso. Pouco depois de tomar banho e de se acalmar, Quim explicou o que aconteceu. «Continuo a dizer como é possível deixar entrar pessoas com garrafas de água ou de cola cheia?», começou por questionar aos jornalistas. «Além de ter que estar atento ao jogo fui obrigado a estar atento às coisas que vinham da bancada na minha direcção»"
Ora bem...ontem no estadio do Guimarãe, morada dos White Angels, segundo Quim (guarda-redes do Benfica) assistiu-se a incessantes arremeços na sua direcção de objectos que poderiam por em causa a sua integridade fisica. É verdade, não há razão para tal, é verdade que perante os novos estadios essas situações não deveriam acontecer. Mas tambem é verdade que a violencia nos estadios portugueses tem uma tendencia decrescente.
As rivalidades mantem-se acessas tanto entre clubes como entre claques mas assiste-se a uma Mentalitá mais em prol do clube do que propriamente no ataque aos outros.
Procura-se a valorização interna.
Hoje em dia já não vemos batalhas em pleno relvado entre Ultras, não vemos bombas de gasolina dizimadas, não vemos qualquer acto de vandalismo em deslocações de Ultras..e quando os temos, não passam de actos pontuais!!
Por isso..sem duvida que certas atitudes como o arremesso de garrafas são condenaveis..MAS NÃO VAMOS EXAGERAR!!! Este Blog não apoia essas actuações..mas tem que imperar a razoabilidade..e comparado com acontecimentos anteriores, andamos em estado de graça! Por isso...sem duvida Quim, o acto é criticavel, e inaceitavel...mas não é de gravidade extrema ao ponto de justificar o teu comportamento.
Para as memorias mais curtas...vejam o video abaixo e digam sinceramente se a atitude do Quim embora justificada..é razoavel!?
"Ainda antes de começar o V. Guimarães-Benfica, a polícia teve que lidar com algumas situações delicadas. A mais grave aconteceu quando um adepto, alegadamente do Vitória, foi esfaqueado no tórax.
O indivíduo foi encaminhado de pronto para o Centro Hospital do Alto Ave e encontra-se «estável», segundo confidenciou à Agência Lusa uma fonte da unidade de saúde. O adepto terá que ficar internado durante a noite para mais observações, mas o seu estado não é preocupante.
A PSP conseguiu deter o suposto autor da agressão.
Há a registar ainda algumas escaramuças entre os adeptos dos dois clubes, principalmente através do arremesso de pedras e garrafas. Três pessoas ficaram ligeiramente feridas no seguimento dos mesmos."
São estas noticias que denegridem a imagem para o publico geral do mundo ultra. São estas noticias que facilmente tiram pessoas dos estadios. São estas noticias que empobrecem o futebol..
Logo à classico, esperemos que seja marcado por um espectaculo tanto nas quatro linhas como nas bancadas de forma a que a participação de todos seja elogiada. Aos ultras que a alvalade se deslocam, sejam eles do Porto ou do Sporting façam a festa, acendam tochas, empunhem estandartes, entoem cantigos, APOIEM..não sejam mais uns na bancada..marquem a diferença! PELA POSITIVA! Saudações Ultra e Boa Sorte a ambos para a logo!
Pois é...o coração esta semana começa a bater mais forte..as emoções ao rubro...é um classico meus amigos que se avizinha!
Sporting - Fc Porto... No Mentalitá Ultra o resultado do jogo é indiferente, eu tenho a minha preferencia clubistica como é obviu. Mas para o caso..não conta. Este blog vai focar na evolução da preparação co classico por parte das claques.
Para já o ambiente para os lados de alvalade é mau..O clima de crispação é alto, a contestação a Paulo Bento, as atitudes da equipa para com a claque, e a posição desta perante a equipa. Pois é meus caros..O Sporting e a Claque vão ter que tar em sintonia, a equipa não pode sentir-se pressionada pelos seus proprios Ultras, tem que sentir o apoio destes..Nestas alturas é tempo de união, de solidariedade, em prol de um resultado que mais que três pontos traz uma injecção de moral e de animo que tanto os adeptos como a equipa URGENTEMENTE necessitam...
No reino do Dragão tudo corria bem e tranquilo..o passeio pelo campeonato portugues corre como sempre. Equipa - Claque em grande sintonia.. No entando esta semana fica marcada pelas Declarações de Quaresma que critica todos aqueles que o assobiam, ora este assunto tem sido largamente noticiado numa tentativa de destabilização da relação Jogador - CLube, Jogador - Claque / Adeptos, como tal e já tendo consciencia do comunicado emitido pelo Futebol Clube do Porto, será interessante ver como e que na pratica tudo se vai solucionar...ao primeiro assobio vamos ver Quaresma amuado, ou adeptos que se insurgem contra os que assobiam? Vamos ver...
A sucessão de maus resultados do Sporting faz aumentar cada vez mais a contestação entre os adeptos. Após o encontro, cerca de 300 pessoas – grande parte afecta às claques leoninas – juntaram-se à volta do autocarro verde e branco para manifestarem o desagrado por mais um empate que, desta feita, deixa os lisboetas a 14 (!) pontos do FC Porto.
Numa primeira instância, e por ter passado perto da viatura, Soares Franco foi o foco dos insultos, com os adeptos a injuriarem o presidente e a pedirem satisfações pelo actual momento dos vice-campeões.
Depois, e numa altura em que alguns jogadores faziam o compasso de espera para que todo o grupo de trabalho saísse em conjunto do balneário para o autocarro, a polícia reforçou a zona e aumentou a delimitação de unidades em torno do local. Todavia, nem isso foi capaz de evitar um rol de críticas entre algumas (ténues) palmas. “Bento pede a demissão”, “Vocês são uma vergonha”, “Palhaços joguem à bola” e “Vocês são como o Benfica” foram cânticos com que o grupo de trabalho foi presenteado enquanto preparava as malas para seguir viagem rumo a Lisboa, perante o olhar atónito de alguns atletas, sobretudo os mais jovens entre os leões.
O autocarro leonino saiu ainda sob escolta policial e assim permaneceu até entrar na auto-estrada.
Face aos ultimos resultados que a equipa do sporting tem apresntado, face as declarações de Tonel, afirmando que a culpa e dos jogadores, depois da perda de dirigentes do Sporting...A paciencia acaba, e a JUVE LEO reage :
"A qualidade exibicional e o resultado negativo averbado pela formação orientada por Paulo Bento na noite de ontem não agradaram às claques leoninas, que durante a segunda parte do desafio fizeram questão de entoar alguns cânticos de protesto, visando os jogadores. Do topo Sul do Estádio do Bonfim - local onde as claques assistiram ao encontro - ouviram-se frases como "Vocês são uma vergonha" dirigidas aos atletas, que não conseguiram dar a volta ao resultado negativo. A saída do recinto decorreu com normalidade e, além disso, não se verificaram protestos dos adeptos leoninos no momento em que o autocarro abandonou o estádio."
Tudo foi desencadeado por Hermínio Loureiro, presidente da Liga (LPFP), quando deu o mote, dias depois do classico Porto- Benfica e dos incidentes deste em 1 de abril de 2007, "decretando" a "tolerância zero" para as claques, e fazendo eco de legislação já existente pediu o seu registo.
Conselho Nacional contra a Violência no Desporto (CNVD) foi por aí e no seu seio conseguiu o que parece ser um compromisso histórico entre a Liga, os três "grandes" e o Boavista para legalizarem as claques até ao início da epoca 2007 - 2008
Muitos sustentam que os incidentes do classico foram a gota de agua, e crivel que toda a base para o "pressinG" da legalização tenha nascido de uma forte critica vinculada pelos orgãos de comunicação social o envolvimento de relatorios policiais que davam conta de relações estreitissimas entre claques e grupos neonazis, nomeadamente a Portugal Hammerskin. Se a imagem pública das claques já não é consensual..depois de sofrer esta "machadada" forte só originou maior rebuliço.
Uma "má imagem" de que as claques se esforçam por se demarcar, sem no entanto conseguir esbater completamente a auréola de violência, mesmo que sem o triste historial de "hooligans" ingleses, holandeses ou italianos.
Em Portugal não houve Heysel nem o Palermo-Catania, mas ainda não passou a recordação do very-light lançado da bancada do Benfica sobre a do Sporting, na final da Taça de 1996.
Desde então que as coisas mudaram um pouco, é certo. Avançou- se em termos legislativos logo em 1998 e sobretudo em vésperas do Euro2004, construindo as bases legais que a CNVD agora quer ver aplicadas.
Quanto à Polícia de Segurança Pública, foi melhorando o seu modo de operar com as claques e praticamente trocou as cargas policias pela acção dos "spotters", a funcionar no meio dos adeptos, impedindo na medida do possível os "rastilhos" de confrontos.
O elogio de um dirigente "Torcida Verde", do Sporting é assim insuspeito: os "spotters" são por estes dias a única coisa visível da lei e evitam o que seria uma "guerra civil" nos estádios.
Há anos que o Sporting cortou com o apoio às suas claques, no que é a posição mais radical entre os clubes grandes, enquanto que no Benfica os privilégios passavam, nomeadamente, pela cedência de instalações - mas não no estádio. Agora nem autorizam faixas, estandartes ou qualquer tipo de apoio..denominado de Claque..ABSOLUTAMENTE RIDICULO.
No Futebol Clube do Porto, o apoio é inequivoco..embora este cenario não tenha sido sempre assim, relembro os acontecimentos posteriores aos eventos relacionados com Co. Adrianse
Ignoradas, toleradas ou mal-amadas, nem por isso deixam de existir, e de serem essenciais ao futebol, que "precisa delas para consolidação das suas características de espectáculo e de espaço de criação de mitos e semideuses", como aponta Manuel Sérgio, professor e filósofo do Desporto.
As visões de futuro são muitas, e variadas, não passando, para o antropólogo Daniel Seabra, pelo actual estado de "divórcio", ou quase, entre clubes e claques.
"Deixando de ser apoiadas pelo clubes, que precisam do seu incentivo às equipas, ficam vulneráveis a perversas influências externas, como por exemplo a grupos radicais de extrema direita", argumenta Seabra, que até advoga o pagamento de ordenados aos responsáveis das claques.
Os tempos poderão, de facto, ser de mudança, se claques, clubes, liga e tutela política - que promete novidades, por via da regulamentação da lei de bases - avançarem no sentido da legalização.
Realmente...como a foto mostra..deve ser mt mais emocionante e galvanizante para uma equipa jogar...
O presidente da Mancha Negra, Ruben Jorge, rejeitou a ideia da futura legalização da única claque da Académica, dado que a maioria dos seus associados se recusa a fornecer os seus dados de identificação à Liga de Clubes. “À partida haverá a legalização de uma associação, mas nunca a legalização da claque nos moldes em que nos pedem. Ainda não fizemos o depósito dos dados de identificação dos sócios à Liga de Clubes, porque a maioria não os quer fornecer. Somos contra a lei”, afirmou o dirigente associativo à Agência Lusa, a poucas horas do primeiro jogo do ano de 2008, o Académica-Braga, da 15ª jornada da Bwin Liga. Ruben Jorge alega a condição de associado, com lugar cativo, como direito próprio para manifestar o seu apoio à equipa e até os seus protestos contra o adversário ou contra a equipa de arbitragem. “Todos somos sócios do clube. Todos temos bilhetes de época e até temos cerca de 1.200 lugares cativos no Estádio Cidade de Coimbra. Podem-nos tirar as faixas, o tambor e o megafone, mas não nos podem cortar a voz”, justificou com veemência. São cerca de 450 filiados, mas são mais do dobro aqueles que fazem parte da claque academista que acompanha a equipa para todo o lado. Têm o apoio da Direcção academista relativamente às instalações e a alguns bilhetes quando recebem claques de outras formações, bilhetes esses fornecidos pela entidade exploradora da bilheteira, a TBZ. Contactado pela Lusa, Vasco Gervásio, presidente-adjunto da Académica, admitiu que o clube dá apoio logístico à claque do clube e quanto à nova lei que prevê jogos à porta fechada, caso as claques não estejam legalizadas, reagiu moderadamente. “Eu penso que vai haver um consenso. Acho que o secretário de Estado [da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias] não vai assumir uma posição tão radical quanto à implementação dessa lei. O bom-senso há-de imperar”, concluiu o dirigente academista. O anteprojecto lei proposto pela Secretaria de Estado, que aguarda parecer do Conselho Nacional do Desporto, prevê que os clubes que apoiarem claques não registadas correm o risco de jogar os seus encontros à porta fechada.
Era um sonho, uma realidade distante, uma missão… Era o início de um projecto, de uma ideia, de um futuro!
As ideias eram claras. Apoiar o Futebol Clube do Porto, o nosso clube do coração. Fazer do futebol uma festa e nela participar dando todo o nosso apoio e todo o nosso amor.
Foi com estas palavras publicadas numa das suas fanzines que a claque Super Dragões legitimaram o seu surgimento e existência. São, pois, estes os objectivos que nortearam a fundação da claque Super Dragões a 30 de Novembro de1986. Não sintonizados com a dinâmica e a organização da claque denominada Dragões Azuis que, à época, apoiava o Futebol Clube do Porto, um conjunto de jovens optou pela via alternativa da formação de uma nova claque. Surgem assim, na Superior Sul do já saudoso Estádio das Antas, os Super Dragões. Tomando para seu nome o Dragão – entidade mítica e simbólica que encima o emblema do nosso grandioso clube – os fundadores da claque valorizaram a também a condição de todos os membros do grupo denominando-os como Super. Nesta condição, todos teriam então que apoiar sempre o Futebol Clube do Porto em qualquer circunstância, demonstrando uma dedicação ímpar ao clube e à missão dos Super Dragões.
Não obstante as dificuldades iniciais, resultantes dos parcos recursos financeiros para a compra dos materiais geralmente utilizados pelas claques no apoio aos clubes, os Super Dragões cresceram rapidamente. A sua espontaneidade no apoio ao Futebol Clube do Porto era também acompanhada por um grande dinamismo na angariação de novos membros, receitas e produção, muitas vezes praticamente artesanal, dos diversos materiais necessários para o incentivo à equipa e para as coreografias. Na sequência deste processo foi patente o grande aumento do número de membros da claque.
Este aumento foi regular, sendo muito favorecido pela atracção que os êxitos constantes do nosso clube no final da década de 80 e durante toda a década de 90 exerciam nos portistas mais jovens. A grande projecção internacional do Futebol Clube do Porto, sempre presente nas grandes competições europeias de clubes, possibilitou aos Super Dragões alguns contactos internacionais que permitiram a troca de informações e, consequentemente, um melhor conhecimento da forma como as grandes claques de outros clubes europeus apoiavam os clubes da sua predilecção. Isto proporcionou uma visível melhoria na forma como os Super Dragões incentivavam a equipa, não só nos cânticos entoados, mas sobretudo pela qualidade, colorido e dimensão das suas coreografias. Estas foram também uma forte atracção para novas adesões ao grupo.
Esta melhoria na qualidade global dos Super Dragões no apoio ao Futebol Clube do Porto e nas suas apresentações nas curvas dos estádios portugueses e europeus foi também acompanhada pela melhoria da qualidade e diversidade do material de uso pessoal que os Super Dragões passaram a disponibilizar aos seus membros. Criou-se assim um estilo próprio – uma linha absolutamente distinta pelas cores e imagens empregues – que, pela sua atracção, não se confinou aos estádios de futebol, sendo também visível no quotidiano.
Entretanto, os êxitos do clube em Portugal e na Europa continuaram a incentivar a adesão de novos Super Dragões que encontravam no seio deste grupo uma forma mais activa e vibrante de apoiar o clube, assim como uma organização com uma relevante dinâmica de mobilização para o apoio ao Futebol Clube do Porto em qualquer lado, em qualquer estádio.
A conjugação destes factores estabeleceu um processo e uma dinâmica que tornaram os Super Dragões, hoje, na melhor claque portuguesa e um grupo respeitado no panorama Ultra internacional. Passados 19 anos, os lemas que fundaram os Super Dragões continuam pertinentes no presente e no futuro. Porque o valor da nossa história não consiste apenas no nosso passado, mas sobretudo no que somos no presente e no que pretendemos construir para o futuro no apoio ao nosso tão querido Futebol Clube do Porto.
PORQUE SÓ OS MAIS FORTES SOBREVIVEM. NÓS SEREMOS ETERNOS.